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Dúvidas Frequentes

  • O que são testes psicológicos?

    Os testes psicológicos são instrumentos reconhecidos e validados pelo Conselho Federal de Psicologia podendo ser utilizados em todo território nacional possuindo diversas indicações e finalidades.

  • Para que servem testes psicológicos?

    Os testes psicológicos são úteis para a avaliação de aspectos do comportamento humano como, por exemplo: inteligência, áreas cognitivas diversas, escolhas vocacionais, traços de personalidade, averiguação de forças e fraquezas emocionais, presença de doenças mentais, déficits cognitivos, processos demenciais, dentre outros.

  • Quem os utiliza testes psicológicos?

    Existem testes psicológicos que são privativos dos psicólogos, pois exigem uma formação ampla, própria da psicologia, que transcende o teste por si mesmo, sendo ilegal sua utilização por não psicólogos.

  • Quem costuma solicitar testes psicológicos?

    Muitas vezes o próprio sujeito, outras vezes familiares, professores, médicos, orientadores educacionais e outros profissionais das áreas da saúde e da educação. Em qualquer destes casos, a pessoa que será submetida a testagem deverá estar de acordo com a realização do procedimento e o psicólogo deve avaliar se existe realmente indicação para a aplicação de algum teste.

  • Como são apresentados os resultados de testes psicológicos?

    Os resultados são fornecidos para a pessoa e, se ela autorizar, para quem solicitou.

    Os testes psicológicos podem gerar controvérsias, mas se forem adequadamente aplicados e corrigidos podem ser bastante úteis para conhecer e melhorar a vida das pessoas.

  • Quais indicações de utilização de testes psicológicos mais comuns?

    Os testes podem ser utilizados para averiguar alguma área específica (inteligência, por exemplo) e também pode ser utilizada uma bateria de testes (psicodiagnóstico) para avaliar uma gama maior de áreas de funcionamento psicológico (inteligência, personalidade, existência de doenças mentais, orientação profissional, etc). Alguns testes devem ser aplicados individualmente e outros podem ser aplicados de forma coletiva (como em processos seletivos, por exemplo).

  • O abuso de drogas e álcool: o que é e suas consequências.

    Eduardo Martini*

    Quando se começou a estudar o comportamento aditivo, na década de trinta, os adictos às drogas eram considerados apenas como pessoas sem moral e sem força-de-vontade. Estes pontos de vista moldaram a resposta da sociedade ao abuso de drogas, tratando-o mais como uma falha de caráter do que como um problema de saúde. Ainda hoje se percebe esta tendência na sociedade. Contribui para a manutenção dessa visão, o fato de as pessoas que sofrem do problema serem encaminhadas para tratamento somente após longos anos de evolução da doença, já com prejuízos acumulados, o que piora o prognóstico e funciona como uma confirmação da crença de que a essas pessoas são intratáveis. Assim as medidas de contenção acabam adotando um caráter punitivo, em lugar de uma abordagem terapêutica e preventiva.

    Hoje a ciência que estuda o funcionamento cerebral humano está mais desenvolvida e se alia ao conhecimento já adquirido por anos de estudo nas áreas da psicologia comportamental . Sabemos que as substâncias que geram dependência afetam o cérebro produzindo, além de efeitos imediatos, alterações duradouras na forma como as células cerebrais se comunicam, que persistem por muito tempo, mesmo depois que a pessoa suspende o consumo da substância. Isto vale para todas as drogas de abuso.

    A drogadição é uma enfermidade complexa, caracterizada pelo desejo intenso (fissura) e consumo compulsivo (repetidas vezes), muitas vezes incontrolável, de drogas (incluindo o álcool e alguns remédios, como os calmantes benzodiazepínicos), apesar das consequências negativas desse uso. O caminho para a drogadição começa pelo ato voluntário de consumir drogas. Com o tempo, a habilidade da pessoa para tomar a decisão de não consumir a droga fica comprometida e o consumo se torna compulsivo. Essa conduta é, em parte, resultado das alterações duradouras na forma de comunicação entre os neurônios (células do cérebro). Chamamos a comunicação entre neurônios de "circuitos cerebrais". As drogas de abuso afetam diversos destes circuitos, principalmente os relacionados a gratificação, sentimentos de prazer e desprazer, motivação, aprendizagem, memória e controles inibitórios do comportamento. Algumas pessoas são mais vulneráveis do que outras para desenvolver dependência química (drogadição). Essa diferença está relacionada a interação de aspectos genéticos, idade inicial de exposição a droga, influências ambientais (padrões familiares, relacionamento social e outros) e efeito da droga (principalmente o efeito das primeiras experiências).

    Ficar "viciado" no uso da droga não é o único problema que afeta o dependente químico. O uso repetido dessas substâncias aumenta consideravelmente o risco dos usuários desenvolverem doenças mentais e físicas. Por exemplo, a cirrose hepática é uma doença física decorrente do uso crônico de álcool e a esquizofrenia pode ser desencadeada pelo uso de maconha. Além de enfermidades, a pessoa que abusa frequentemente de drogas ou álcool desenvolve uma série de prejuízos sociais, familiares, laborais e financeiros; coloca-se em maior risco de envolvimento em atos com consequências legais negativas para si e para terceiros, está mais exposto a acidentes pessoais, muitas vezes com sequelas severas, e mais propenso a comportamentos violentos.

    Como o abuso de drogas e álcool altera o comportamento humano de modo a produzir prejuízos em tantos aspectos importantes da vida de qualquer pessoa, o tratamento é necessário. A pessoa que sofre do problema precisa ser ajudada a entender que não irá se curar simplesmente deixando de usar a droga por uns dias. A maioria dos pacientes necessita de cuidados de longo prazo ou ciclos repetidos de tratamento para alcançar o objetivo de manter uma abstinência prolongada. Contudo, a abstinência é apenas a condição básica para iniciar uma recuperação. A recuperação consiste em conduzir o adicto a manter um estilo de vida livre do consumo das substâncias psicoativas e desenvolver um funcionamento produtivo nos campos familiar, social e profissional, levando-se em conta características individuais.

  • Porque tratar dependência Química?

    A Dependência Química é uma doença que afeta tanto o próprio dependente como seus familiares, com repercussões sociais, profissionais e emocionais para ambos. Ficam expostos a situações, como acidentes de trânsito, brigas e agressões, negligências às crianças, desemprego, dependência e/ou dificuldades financeiras, abandono, criminalidade, outras doenças variadas (AIDS, hepatites, infartos, derrames), perdas transitórias ou permanentes da capacidade de raciocínio (ex: demências). Enfim, provoca desagregamento e adoecimento de toda a família.

  • Como tratar dependência química?

    O dependente químico não é o único que necessita de orientação e tratamento. A família também deve entender como esta doença se manifesta dentro das relações familiares. Muitos familiares passam anos “fazendo de tudo”, esforçando-se ao máximo para ajudar, mas, no entanto, sem saber, ficam apenas alimentando e mantendo os diversos ciclos de recaídas, arrependimentos e novas promessas.

    Nem sempre o dependente químico manifesta vontade de buscar ajuda. Algumas vezes nem acredita que tem um problema, faz uso de álcool e drogas “apenas socialmente” ou para “aproveitar, só às vezes, se quiser eu paro de usar”. Outros mantém a dúvida se realmente têm um problema que está fora do seu controle, ficando por muito tempo pensando em parar. Às vezes realmente tentam e “param” sozinhos por algum tempo, mas como desconhecem o que faz com que voltem a usar o álcool e as drogas, têm repetidas recaídas.

  • Como começar o tratamento de dependência química?

    O primeiro passo é procurar ajuda de um profissional. É preciso orientação sobre o que é esta doença, qual o papel de cada um no tratamento, como ajudar de fato, como facilitar que o “paciente” venha à consulta e, principalmente, que mantenha um tratamento de recuperação.

  • O que é o tratamento de dependência química?

    O tratamento em dependência química visa à recuperação, ou seja, que a pessoa consiga manter-se sem usar as substâncias (em termos técnicos, é a manutenção da abstinência), readquirindo novamente as capacidades que perdera, e afastando-se das diversas exposições aos riscos que esta doença trás. Cada paciente deverá ter avaliado qual o melhor tipo de tratamento indicado para sua situação.

  • Como é feito o tratamento na Clínica Pinel?

    São diversas abordagens possíveis. Em uma primeira etapa, deve-se ter como meta ajudar o paciente e a sua família perceber os malefícios que a doença trás para todos. A partir de então é que parte-se para uma fase de desintoxicação. A desintoxicação ainda não é o tratamento em si, mas ela começa a abrir a possibilidade de que o paciente consiga dar inicio a um tratamento. A desintoxicação possibilita que o paciente reduza ansiedade, impulsividade e, principalmente, retome sua capacidade de reflexão para tomadas de decisões. Algumas vezes esta fase não pode ser feita no consultório, por uma série de razões: necessidade de monitorização e tratamento de sintomas intensos de retirada da droga e do álcool (síndrome de abstinência) e problemas médicos que podem acompanhar a parada do uso da droga (crises hipertensivas, tremor, convulsão, confusão mental e sintomas delirantes), uso muito freqüente e compulsivo da droga, paciente resistente ao tratamento que esteja se expondo a riscos importantes. Nestes casos, pode estar indicada a internação hospitalar programada.

    Hoje em dia, sabe-se que diversas doenças não tratadas contribuem para a busca do uso de álcool e droga e dificultam o tratamento (as co-morbidades mais comuns são ansiedade, depressão, bipolaridade, déficit de atenção e hiperatividade, fobia social, etc). O diagnóstico destas doenças só pode ser realizado após o período de desintoxicação. Na Clínica Pinel chamamos esta primeira etapa de internação de PAD (Programa de Avaliação e Desintoxicação). É nesse período que podemos iniciar o uso de medicações, quando indicado. Não existe medicação específica para dependência química , mas há medicamentos que auxiliam na manutenção da abstinência, tratando as co-morbidades e reduzindo a vontade compulsiva pelo uso (fissura). Porém é importante ressaltar que não são todos os pacientes que necessitam de medicamentos.

    Uma segunda etapa é o Programa de Prevenção a Recaídas. Através de grupos, reuniões e seminários orientados por médicos, psicólogos e Consultores em Dependência Química os pacientes vão fazendo uma avaliação profunda das suas dificuldades e seu histórico de adoecimento e vão conhecendo o que é, e como se manifesta esta doença chamada dependência química. A partir de então terão maior capacidade de reconhecer como é o seu próprio processo de recaída, podendo elaborar um plano de continuação do tratamento após a alta, aumentando os cuidados e fortalecendo a prevenção.

    Após a alta o tratamento continua também em abordagens individualizadas. São diversas opções: atendimento psiquiátrico em consultório, psicoterapia individual, terapia de família, grupos de prevenção de recaídas, grupos de Alcoólicos Anônimos e Narcóticos Anônimos, atividades de voluntariado, comunidades terapêuticas, entre outras.